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Lembro o Caramoicinho
Quinta da Lomba à Fontinha
Também o Chão do Linho
E os campos da Sobreirinha
Olival em Malhada Feiteira
Nas Cavadinhas e no Circo
Matagais na Barroqueira
E pinhal no Cebecito
Entretenimento nas Feiteiras
Quando eu guardava gado
Também fazia brincadeiras
Em Barroca da Volta e Calado
Recordo a Cavada Cimeira
Um encanto deslumbrante
Outeiro, Penedas e Costeira
Com escorregadio importante
O local do Pinheiro
Hoje feitura de construções
Também ao Fundo do Outeiro
Já há perfeitas habitações
Fundo dos Alqueves e Ladeira
Terra própria para olival
Cultivo de sementeira
No Ribeiro, Portos e no Vale
Saudades da Barreira
Onde a água era cristalina
Das poças fazia banheira
Desde a tarde à noitinha
Situa-se o Índio e Cavadas
Junto à estrada local
São terras muito lembradas
Pelos antigos de Chão Sobral |
A Lomba do Colcurinho
Dá acesso à Malhada Larga
Ramalhosa fica pertinho
Duma aldeia desabitada
O outeiro das Pedrinhas
Perto da Cal da Barroca
Onde esvoaçam andorinhas
À procura de minhoca
Dando a conhecer os factos
Há o chamado Relvoeiro
Que antes da roça dos matos
Se dançava ao fado primeiro
Chão da Fonte apropriado
Num campo de rodeio
O giestal era queimado
Para semear o centeio
O sítio do Carvalhal
Chega ao alto do Cabeço
É uma zona florestal
Superfície que eu conheço
Lá no alto se venera
A Senhora das Necessidades
Uma imagem que espera
Receber as amizades
Ao fundo existe Colcurinho
Com relativo historial
Foi um povo vizinho
Da povoação de Chão Sobral
De Chão Sobral tenho saudade
Dos tempos que já lá vão
Deixei-te em minha mocidade
Mas ficaste em meu coração
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